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Eu anuncio a paz

Texto: Efésios 2.11-19

O Pr. Hernandes Dias Lopes chama esta passagem das Escrituras como “A maior missão de Paz da história”. Eu concordo com ele, pois podemos observar algumas razões. 

Havia separação entre gentios e gregos, incircuncisos e circuncisos (v. 11). Para o judeu, o gentio só servia como palha do inferno. A igreja de Éfeso era a maior comunidade de gentios fundada por Paulo. Gentios são todos aqueles que não são judeus. Em sua maioria somos gentios e não judeus. Como gentios estávamos separados! Éramos da comunidade dos “sem”, (v. 12). Por três vezes a aparece o termo “sem”: “sem Cristo, sem esperança e sem Deus”. Paulo usa o termo “separados” para descrever a nossa comunidade. “Separados da comunidade de Israel”.

A vida na comunidade dos “sem” é passada, pois por meio do sangue de Jesus fomos aproximados (v. 13). Agora somos da comunidade dos com Cristo, pois por meio de Jesus nos tornamos filhos de Deus. Não somos mais dos sem esperança. Pois por meio de Cristo nossa esperança foi colocada nele. 

Jesus é a nossa paz (v. 14). O motivo de estarmos unidos é Jesus, pois sem Jesus estávamos em guerra com Deus e com o próximo. O melhor símbolo para o amor e para a paz é a cruz, pois na cruz do calvário, por amor ao Pai e também a nós, Jesus morreu e nos ofereceu a paz com Deus e com o próximo. Paz que só poderia ser conquistada com o derramamento de sangue (v. 13), o sangue de Jesus. A obra de Cristo na cruz é tão magnífica. No templo, havia um muro separando gentios e judeus. Jesus derrubou o muro. Jesus não apenas reconciliou judeus e gentios, mas também pôs ambos em um corpo: a igreja.

Jesus é o autor da paz (v. 15). Nesse verso, Paulo nos diz que Jesus, na cruz, promoveu a paz entre nós e Deus. Foi na cruz que nos reconciliamos com Deus Pai (v. 16). O melhor símbolo para a paz não é uma pomba, mas a cruz! A morte de Jesus na cruz foi a maior missão de paz da história!

Jesus, a nossa paz, anunciou a paz aos judeus, aqueles que estavam perto, mas anunciou a paz também aos gentios, aqueles que estavam longe (v. 17). Precisamos anunciar a paz aos de perto, os que são próximos, e anunciar aos de longe, os que estão em outras cidades da Bahia. Sim, podemos anunciar a paz, pois há muitos em guerra terríveis: nos relacionamentos, no trabalho e na família. E pior: contra Deus. Percebemos casais juntos na casa, mas separados em seus corações. Há inimizades entre irmãos, colegas de trabalho. Somente por meio de Jesus tanto judeus como gentios, tanto homens como mulheres, tanto ricos como pobres têm a paz. Diante disso o que iremos fazer então? Vá e anuncie a Paz!

Pr. Alexsandro Ferreira de Aguiar
É Pastor da PIB de Caetité-BA

Eu anuncio a paz, eu vivo a paz

A única e eficaz maneira de anunciar a paz é tendo-a experimentado pela conversão a Cristo. "Temos paz com Deus." segundo nos afirmam as Santas Escrituras em Romanos 5.1.

Como pode alguém anunciar o que desconhece, o que não vive? Com certeza, não nos apropriarmos da paz sem conhecer o Príncipe da paz - Jesus Cristo. Ele é a nossa paz.

Foi pedido ao grande artista plástico Michelangelo que retratasse em uma moldura o que é a paz. O grande gênio se pôs a pesquisar e a estudar. Um dia, defronte uma majestosa cachoeira, viu o inusitado exemplo da paz. As águas caíam de forma colossal. Vento e barulho intenso das águas. Mas lá, entre as pesadas cortinas d'águas, firmado nos íngremes rochedos... um pequeno ninho de pássaro. Nele, aquecendo seus ovos na mais sublime tranquilidade, estava a mamãe passarinho. A despeito da violenta queda d'água, do som intenso e da perigosa localização, a mamãe passarinho chocava seus ovos em paz. Livre e segura dos predadores. O célebre pintor das abóbadas dos templos não pestanejou. "É isto o exemplo da paz!". E assim se deu ao alegre trabalho de retratar a paz.

Busca-se a paz em tratados políticos ineficazes e de pouca duração. Perseguem-na pela música, nas artes, na literatura, na poesia, nos vícios destruidores, nas correntes do bem pela paz, nos discursos dos oradores das mais variadas categorias humanas. Tenta-se obtê-la pelos cálculos matemáticos, pelos símbolos tão belos aos olhos, mas vazios ao coração. Esforçam-se todos por desejá-la ao próximo. Ela parece distante, foge de nós. É um desvario, uma ufanação.

Onde está a paz? Como podemos obtê-la? Quem detém seu domínio e pode nos concedê-la? Sabemos das respostas a essas perguntas capitais. A mais ingênua criança cristã pode respondê-las. A paz é a pessoa do Filho de Deus, Jesus Cristo de Nazaré. Em nossa comunhão e relacionamento pessoal com ele, deleitamo-nos em seu perdão e aceitação. Sua paz infiltra alegria e serenidade em nossa alma. Traz-nos sossego e direção. Em obedecê-Lo, sentimo-nos aprovados. Sua paz enche nosso coração de gozo e tranquilidade. Tal qual a retratação da paz de Michelangelo, pode haver turbilhões agitados ao nosso redor, águas precipitadas com veementes estardalhaços, mas... tudo é paz, tudo é amor.

Anunciemos esta paz - Jesus.

Pr. Carlos César Januário
Pastor da PIB de Rio Novo - Ipiaú, BA
Presidente da OPPB Seção Bahia

Seja um missionário

“Com minha vida a paz anunciar a Jesus Cristo Senhor e Salvador. Ele é o caminho, a verdade e a vida. Não existe outra maneira de achar paz e salvação". (Emanuel Aranha)

Missionário é quem atravessa a rua para anunciar a paz.
Missionário é quem no amor real para com o próximo se satisfaz
Missionário é quem segue a pé ou pega uma bicicleta, uma moto, uma charrete, um automóvel, um barco, um avião para levar a paz na mochila, na mala, na mão.
Missionário é quem, tendo Jesus como Senhor, compartilha a graça que recebeu e pela qual trilha.
Missionário é quem não aceita que viva como lixo na rua ou na margem o seu irmão.
Missionário é quem respeita o credo do outro, mas o seu amorosamente compartilha.
Missionário é quem sai do seu conforto e, para estar ao lado do outro e lhe cantar a paz, dorme no chão.
Missionário é quem, não podendo ir, entrega seu dinheiro para possibilitar que outros levem longe a palavra que salva, o remédio que cura ou o mesmo o pão.

Ser missionário é para quem tem não apenas nome, mas alma de cristão.
Cristão é quem crê em Jesus Cristo está a grande e completa Salvação.
Cristão é quem faz o que Jesus fez ao desenvolver aqui a sua missão.
Cristão é quem ama quem o ama e ama até o que lhe dá indiferença ou rejeição.

Missionário é quem ouve o grito dos perdidos e dos excluídos com emoção.
Missionário é quem anuncia a paz como uma forma de gratidão.

“Como são belos nos montes os pés daqueles que anunciam boas novas, que proclamam a paz, que trazem boas notícias, que proclamam salvação". (Isaías 52.7a)

Pr. Israel Belo

 


Cadeirante, a obra missionária conta com você?

Segundo estatísticas, há 24,5 milhões de portadores de deficiências no Brasil. Boa parte deles necessitam de cadeira de rodas para se locomoverem, são os chamados cadeirantes. Muitos têm uma vida ativa, trabalham e estudam e, por isso, precisam se movimentar pelas cidades. Eles também estão em nossas igrejas e seminários, mas será que estamos preparados para recebê-los e também para incluí-los em nossos projetos missionários?

Movidos pela chama missionária, os Batistas Baianos escolheram para este ano de 2019 o Tema: Eu anuncio a Paz, e tem como divisa: "Ele veio e anunciou a paz a vocês que estavam longe e a paz aos que estavam perto" Efésios 2.17.

Eu me chamo Rinaldo Couto Costa e, quando tinha 06 anos, eu tive poliomielite e fiquei sem os movimentos das minhas pernas. Por 57 anos usei muletas para me locomover e, por conta de uma lesão grave nos manguitos rotadores dos dois ombros, eu passei a utilizar cadeiras de rodas motorizadas.

Minha vida foi diferente, mas a limitação física não me parou. Estudei como qualquer outra criança, joguei bola, brinquei, me diverti. Em 1978, me formei em Analista Químico e também me graduei em Eletrônica. Me converti em 1982 num trabalho missionário (ar livre) realizado pela Igreja Batista Dois de Julho na Praça do Campo Grande em Salvador. Sempre estive envolvido com a obra missionária e trabalhos evangélicos. Me casei com a missionária Mércia Lisboa Costa em 1984. Somos uma família feliz. Fui chamado ao ministério pastoral; em 1987 estudei no Seminário do Sul. Sou da turma de 1990, tive bons colegas, grandes amigos: Pr. Roberto Amorim, Pr. Antônio Batista Dias e Pr. Irenilson Barbosa.

Nunca me senti um qualquer, nem um coitado. Do meu jeito vivi cada momento e desafio reservado por Deus para minha vida. Fui pastor das igrejas: Igreja Batista Central em Amambai/MS; Igreja Batista do Meia (pastor Evangelista); Igreja Batista Monte Tabor; PIB Banco de Areia em Mesquita/RJ (pastor Evangelista); Igreja Batista da Graça (Vale do Ogunjá); e Igreja Batista do Cordeiro em Salvador/BA. 

A tarefa de anunciar a paz é para todos, Jesus não exclui ninguém. Sei que, apesar da minha limitação para me locomover, eu também faço parte da Grande Comissão. Mesmo muitas vezes enfrentando o preconceito em nosso próprio meio, prossigo anunciando a Paz até que Ele venha. Muitas de nossas igrejas, seminários e até mesmo na minha querida CBBA, Convenção Batista Baiana, ainda não atentaram para a necessidade de facilitar o acesso a todos, principalmente aqueles com alguma limitação, mas sigo em paz e pela Paz.

Só existe uma resposta possível para a pergunta inicial: SIM, pode contar comigo.

Eu sou o Pr. Rinaldo Costa, sou cadeirante, sou Batista Baiano.
Eu anuncio a Paz.

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